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          A Arte e a Cultura voltadas ao desenvolvimento  econômico e social Instituída oficialmente em 24 de abril de 2001, a Organização Não Governamental Candeeiro Aceso, com sede na cidade de Arapiraca, tem a arte e a cultura como foco de atuação. Formada por artistas, artesãos e profissionais liberais, a Associação, nestes três anos de existência, tem se consolidado como referencial para a valorização e a produção de bens de cultura na região do Agreste alagoano, através da execução do plano de desenvolvimento Ciranda Cultural, que abrange ações desde a busca de potenciais artistas e artesãos na comunidade, por meio do projeto Mambembe, até a inserção dos mesmos no mercado de trabalho, por meio da Incubadora Cultural do Agreste Alagoano (ICAL), esta última em parceria com o Sebrae/AL e da Usina de Produção Cultural.

As inúmeras ações já desenvolvidas pela Candeeiro Aceso, que incluem a realização de dois festivais de arte (Festa – Festa de Artes de Arapiraca), em 2003 e 2004, atrelados aos projetos em execução, como as oficinas de pintura, poesia e de teatro para moradores de comunidades carentes, têm possibilitado o reconhecimento da entidade pelo Ministério da Educação, Sebrae, Prefeitura de Arapiraca e Governo do Estado, além de empresas da iniciativa privada, que nestes últimos anos tornaram-se parceiras das atividades desenvolvidas.

Primeira ONG voltada para a arte e a cultura a ser instituída no Estado, a Candeeiro Aceso recebeu, em 2002, prêmio do Banco Mundial e do Programa Comunidade Solidária, no Encontro Nacional de Experiências Sociais Inovadoras, realizado em Brasília, pelo projeto da Ical, selecionado entre outros cem participantes de todo o País.

Este projeto, aliás, fez com que o Sebrae alterasse o edital para seleção de incubadoras, também em 2002, abrindo espaço para a Ical – no primeiro ano de lançamento, o edital contemplava apenas incubadoras de base científica e tecnológica.

Atualmente, a Candeeiro Aceso se prepara para o lançamento de um ponto de cultura, em parceria com o Ministério da Cultura, para moradores do bairro de Poço Frio, periferia de Arapiraca. Os selecionados receberão aulas de plasticidade voltadas para o artesanato, o teatro, o circo. Atrelado a este projeto, também será instalada uma rádio comunitária, à utilização e conscientização de cidadão para a comunidade.

 

HISTÓRICO DA CANDEEIRO ACESO

 

Em 1994, um grupo formado por membros da Organização Não Governamental Candeeiro Aceso, decididos em preservar e incentivar a arte e os produtores da cultura local, realizaram manifestação na praça Senhor do Bonfim (Praça dos Curis), com a participação de artistas plásticos e escultores, Marcelo Mascaro, Égide Amorim, Felipe Rinaldi, Josias Sartunino, Lucas, Geraldo Dantas, Maria Elisa Borges, que produziram obras em oficinas aos moradores das imediações. Neste mesmo ano, a publicação do Informativo Da Hora, em duas edições, foi utilizada ao incentivo de artistas e à conscientização de moradores para a valorização da arte e da cultura da localidade.

Em 2000, entre a realização de shows, que envolveram artistas populares da região, Banda Mopho, João do Pife, Táxi Lunar, Alma de Borracha, Vibrações Rasta, No Faith, encenações de teatro, grupos Anjos da Arte e As Preciosas Ridículas, e manifestações em praça pública, os profissionais liberais, artistas e artesãos que compõem o grupo, decidiram instituir oficialmente em 24 de abril de 2001, a ONG Candeeiro Aceso.

Inicialmente, o grupo elaborou projetos à execução, com o objetivo de dar suporte, consultoria e assessoria a produtores de cultura da região: Usina de Produção; Incubadora Cultural do Agreste Alagoano (ICAL), Biblioteca Candeeiro Aceso.

Paralelamente, as ações também se voltaram à execução do projeto de Reforma do Bar do Paulo, movimento que em parceria com clientes e amigos de Paulo Lourenço, proprietário do espaço existente há 30 anos e referencial de gerações de artistas e moradores da localidade, resultou na estruturação do ambiente, que se manteve dedicado à exposição de obras de artistas da região, tendo recebido na oportunidade 13 novas peças doadas por produtores de bens de cultura da região.

Os dirigentes da entidade participaram em seguida da parceria ao projeto Casa da Criança, como convidada da arquiteta Margíria Mércia Carvalho, que envolveu a reforma do prédio da Associação de Assistência ao Menor Abandonado de Maceió (AMAI), entregue em outubro de 2001. A ação, coordenada pela Candeeiro Aceso,  contou com a doação de trabalhos de artistas de Arapiraca à ambientação da circulação do segundo piso da entidade.

Neste mesmo ano, o projeto da ICAL ( Incubadora Cultural do Agreste Alagoano ), é enviado à participação no Edital 2001 de incubadoras – Sebrae. Como resultado, o projeto da ICAL é selecionado e premiado, entre 41 outros projetos participantes do Curso de Gerentes de Incubadoras da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos de Tecnologias Avançadas (ANPROTEC), realizado em abril de 2002, em Brasília.

Em maio de 2002, o projeto da Incubadora Cultural do Agreste Alagoano (ICAL) é indicado, através de uma votação, pelo Fórum do DLIS (Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável) do Programa Comunidade Ativa - Arapiraca e selecionado entre 100 outros projetos de entidades no Brasil, para participar do Prêmio Cidadania do Banco Mundial – World Bank,no período de 10 a 13 de junho, em Brasília – O Projeto da Candeeiro foi um dos premiados.

No dia 03 de agosto de 2002 a Candeeiro Aceso começa as ações do Programa Mambembe, que tem como objetivo o fortalecimento das entidades que trabalham com crianças e adolescentes que vivem em situação de risco social. A primeira entidade que recebeu a visita da Candeeiro foi a Casa da menina, onde foi desenvolvidas oficinas de pintura, poesia, escovação, exibição de filmes educativo e recreativo para as meninas, como também apoio técnico para a administração da entidade e conserto de eletrônicos danificados.

No dia 15 de agosto de 2002 foi realizado no salão da AABB de Arapiraca, o lançamento da página na internet da Candeeiro – www.candeeiroaceso.org.br - que servirá como instrumento de informação sobre a arte e a cultura do agreste alagoano, onde estudantes terão como pesquisar e os artista divulgar os seus trabalhos.

Em outubro de 2003 a Candeeiro realiza o Dia das Crianças com Arte na Favela do Caboje em parceria com o Programa Habitar Brasil BID/Prefeitura Municipal de Arapiraca, onde foram distribuídos lanches, presentes, apresentação de boneco de  perna de pau e uma peça itinerante sobre meio ambiente do grupo quebra potes.

Em janeiro de 2003 inicia-se a primeira oficina de pintura com o artista plástico Marcelo Mascaro, sendo implantada em junho de 2003 a segunda turma, ainda com recursos oriundos do Prêmio do Banco Mundial.

Também em julho de 2003 a  Candeeiro Aceso realiza o I FESTA – Festival de Teatro de Arapiraca com a apresentação de peças teatrais amadoras e grupos teatrais  da Bahia e Maceió. Foi premiada a peça local “ A ver estrelas “ com a direção de Alberto do Carmo.

Em março de 2004 a Candeeiro atuou em parceria com a Duetos Produções de Maceió na realização do 3º Festival Nacional Todos Verão o Teatro e no 3º Festival Nacional Dança em Cena. Ainda em 2004 foi realizado II FESTA – Festival de Artes de Arapiraca, ampliado com as modalidades de música, poesia e artesanato além do Teatro no período de 16 a 25 de julho. Contou com o apoio do SESC, Unimed Arapiraca, Funarte e empresas locais.

Oficinas de Plasticidades, Iluminação, Elaboração de Projetos, Laboratório Cultural ( Pra Onde Pende o Mundo ), apoio operacional na realização do ( Cinema BR em Movimento, Caravana Funarte ) e prepara-se para o inicio do Projeto Lumiar ( Ponto de Cultura ) contemplado no Programa Cultura Viva do MinC.

 

 

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